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Tesouro Direto: prefixados voltam a ficar atrativos; Confira o desempenho dos títulos públicos em abril

02/05/2022 às 10h07

Tesouro Direto: prefixados voltam a ficar atrativos;
Confira o desempenho dos títulos públicos em abril


Com ciclo de alta de juros próximo ao fim, especialistas veem oportunidade em papéis com retorno fixo de curto prazo


Por Silvia Rosa | Para o TradeMap

Com o ciclo de alta de juros se aproximando do fim, os títulos prefixados do Tesouro Direto começam a ganhar atratividade, com o mercado já começando a discussão sobre quando o Banco Central deve inverter a mão e começar a cortar a taxa Selic no ano que vem, apontam os especialistas ouvidos pela Agência Trademap.

“É um bom momento para investir em títulos prefixados. O mercado já vê o ciclo de alta de juros chegando ao fim, mas ele ainda não chegou, o que traz a oportunidade de aproveitar um prêmio de risco ainda existente nesses papéis”, diz a estrategista-chefe da Órama, Sandra Blanco. A Órama espera taxa Selic de 12,75% ao ano no fim do ciclo de aperto monetário.

Ainda que existam algumas incertezas à frente, como a expectativa de aceleração da alta de juros nos Estados Unidos e eleições no Brasil, que podem trazer maior volatilidade aos mercados, os especialistas veem espaço para os investidores começarem a aumentar a alocação nesses papéis.

Apesar do risco maior na alocação de papéis prefixados em relação aos títulos pós-fixados, Blanco vê oportunidade para os investidores irem adicionando aos poucos esses papéis na carteira. “A partir do momento que estiver mais certo que o ciclo de alta de juros vai acabar, as taxas vão cair e o investidor pode olhar para trás e pensar: por que não comprei papéis prefixados antes?”, diz Blanco.

Na ata da última reunião, o Copom (Comitê de Política Monetária) sinalizou mais uma elevação de 1 ponto percentual da Selic na reunião de 4 de maio, levantando a possibilidade de que poderia encerrar o ciclo de aperto monetário na próxima reunião se a inflação para 2023 continuar abaixo da meta, de 3,25% em sua projeção.

Em abril, os títulos do Tesouro Selic com vencimento para 2023 lideraram os ganhos, seguidos pelos papéis prefixados com pagamento de juros semestrais para 2023.

Confira a seguir o desempenho de todos os títulos públicos, disponíveis ou não para compra, no Tesouro Direto, em abril.



Copom para no primeiro semestre?

A sinalização do BC de que poderia encerrar o ciclo de alta de juros em maio fez com que o mercado ajustasse as apostas, prevendo a interrupção da alta da Selic no primeiro semestre, o que contribuiu para a queda das taxas de juros, beneficiando os títulos prefixados de curto prazo. Vale lembrar que, quando a taxa do título público cai, o preço se valoriza, mas o investidor só realiza o ganho ou a perda se vender o papel antes do prazo final do investimento.


Para Blanco, mesmo com o risco de um aumento da pressão inflacionária com as restrições contra a Covid-19 adotadas na China, é improvável que o BC vá muito além no ciclo de aperto monetário neste ano, dada a projeção já baixa para o crescimento no Brasil. “O remédio [alta de juros] já foi bastante forte e agora a gente precisa esperar para ver o resultado”, diz.

Desde o início do ciclo de aperto monetário, em maio de 2021, o BC já elevou a taxa Selic em 9,75 pontos.

Nesse cenário, a Órama vê oportunidade de investimento nos papéis prefixados com prazos entre dois e três anos. O Tesouro prefixado para 2025, por exemplo, está pagando uma taxa de 12,14%.

A TAG Investimentos vê oportunidade pontual de alocação em papéis prefixados com vencimento em 2025. Mas essas aplicações ainda respondem por uma parcela pequena da carteira recomendada de renda fixa — na média, de 10% a 15% dependendo do perfil do investidor, diz Marco Bismarchi, sócio da TAG Investimentos.

Para os investidores com perfil mais conservador, a Órama recomenda uma exposição de 50% em títulos pós-fixados, 15% em prefixado e 35% em papéis atrelados à inflação. Para o perfil moderado, a parcela em prefixado sobe para 20%, com 25% em papéis pós-fixados e 20% em títulos indexados à inflação. No perfil arrojado, essas alocações passam para 18% em títulos pós-fixados, 10% em prefixado e 10% em papéis atrelados à inflação.

Alta de juros nos EUA traz risco?

O  UBS ampliou a parcela em títulos pós-fixados nas alocações táticas (de curto prazo) em março e ainda mantém uma recomendação neutra para os investimentos em papéis atrelados à inflação e prefixados.

Considerando a média das recomendações para os perfis moderados, a parcela em títulos pós-fixados passou de 22% para 27% em março, seguida por papéis atrelados à inflação (20%) e prefixados (15%).

“Decidimos manter a recomendação neutra para NTN-B [títulos públicos atrelados à inflação]  e prefixados dados os riscos no cenário externo, com o Fed [Federal Reserve, banco central americano] elevando os juros, fora riscos fiscais que vão começar a aparecer no Brasil com o debate eleitoral”, diz Ronaldo Patah, estrategista-chefe do UBS Consenso.

Em março, o banco central americano iniciou o ciclo de alta de juros, elevando a taxa básica americana em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 0,25% e 0,50%.

Dados do CME Group mostram que o mercado de juros futuros reflete 96,5% de chance do Fed subir a taxa básica de juros em 0,50 ponto, para o intervalo de 0,75% e 1% na próxima reunião, na quarta-feira (4).

Francisco Levy, estrategista-chefe da Vitreo, ressalta que mesmo com uma aceleração da taxa básica juros nos Estados Unidos, o diferencial de juros para o Brasil é tão grande que não deve ter muito impacto para a renda fixa brasileira.

O diferencial do juro real pago pelos títulos do Tesouro atrelados à inflação no Brasil e nos EUA de 10 anos está em 6,5 ponto, afirma Levy. E dado o patamar de juros altos no Brasil, é um momento interessante para o investidor travar essa rentabilidade por um prazo maior, por meio da alocação em papéis prefixados e indexados à inflação.

A Vitreo recomenda a alocação em papéis prefixados com prazos de vencimento de três a quatro anos e em títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA+) de curto e longo prazos.

Proteção contra a alta da inflação

Com a inflação ainda elevada, os títulos Tesouro IPCA+ continuam sendo uma alternativa interessante de proteção contra a alta de preços. Esses títulos estão pagando uma taxa de juros prefixada acima de 5% mais a variação do IPCA.

Com a escalada do conflito entre Rússia e Ucrânia e aumento dos casos de Covid-19 na China, os analistas ouvidos pelo BC no último Boletim Focus elevaram a projeção para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) neste ano para 7,89%, bem acima dos 6,86% esperados há um mês e acima da meta de inflação de 3,5% para 2022.

De forma geral, os papéis Tesouro IPCA+ com vencimentos mais curtos tiveram melhor desempenho no mês passado. O índice que acompanha o desempenho dos papéis atrelados à inflação com vencimento inferior a cinco anos, o IMA-B5, subiu 1,56% em abril, enquanto que o índice que acompanha uma carteira com todos os títulos indexados ao IPCA acima de cinco anos, o IMA-B5+, avançou apenas 0,08%.

O título IPCA+ com vencimento em 2045 liderou as perdas do Tesouro Direto no mês passado, registrando perda de 5,96%.

Entre os ativos atrelados ao IPCA, a estrategista da Órama sugere os papéis do Tesouro IPCA+ com prazos mais curtos, que são menos vulneráveis a movimentos de volatilidade por conta do cenário externo. O Tesouro IPCA+ com vencimento em 2026 está pagando uma taxa prefixada de 5,34% mais a variação da inflação.

Já a TAG Investimentos recomenda um mix entre papéis com curto e longos prazos, com uma exposição total na carteira de renda fixa entre 30% e 40%, dependendo do perfil do investidor.

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