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BCS DA ÁSIA E INDÚSTRIA ALEMÃ RENOVAM TEMORES DE RECESSÃO GLOBAL

07/08/2019

 

BCS DA ÁSIA E INDÚSTRIA ALEMÃ RENOVAM TEMORES DE RECESSÃO GLOBAL

 

Com os juros tão baixos, como permanecer conservador? Conversei com especialistas que sugeriram carteiras de investimentos para quem não quer correr (muito) risco de bolsa

 

Por Monique Heemann e Nicholas Shores | Para Broadcast

 

Três bancos centrais asiáticos - Nova Zelândia, Tailândia e Índia - cortaram juros hoje e dois deles surpreenderem o mercado com medidas mais agressivas do que o esperado, no mesmo dia em que um dado de produção industrial da maior economia da zona do euro apresentou o pior desempenho em uma década. A conjunção de fatores alimentou as já pronunciadas preocupações com a economia global, desencadeando um movimento nos mercados aos redor do mundo que levou o yield do Bund alemão de dez anos a renovar mínima histórica e acentuou ainda mais a inversão da curva de juros americana.

 

Superando as expectativas de corte de 25 pontos-base, o Banco da Reserva da Nova Zelândia (RBNZ, em inglês) reduziu sua taxa básica em 50 pontos-base, alertando para o aumento das incertezas e declínio do comércio global. Para estrategistas do NatWest, a decisão do RBNZ foi um acerto já que, "quanto mais perto do limite zero [nos juros] e com munição limitada, melhor é ir mais longe do que o esperado com uma jogada ousada do que driblar a flexibilização que os mercados já esperam", o que põe em risco um real afrouxamento das condições financeiras. Este foi, segundo analistas, o caminho escolhido pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que na mais recente reunião de política monetária realizou um "corte hawkish", na visão do mercado. Apesar de ter reduzido sua taxa básica em 25 pontos-base, o presidente da instituição, Jerome Powell, evitou associar a medida com o início de um período de afrouxamento e, sim, a um "ajuste" de meio de ciclo.

 

Também na Ásia, a Índia decidiu cortar sua taxa básica em 35 pontos-base, mas outra surpresa ficou com a Tailândia, que reduziu o juro em 25 pontos-base contra uma expectativa de manutenção. Em ambos os casos, os cortes respondem ao enfraquecimento da atividade econômica global e ao ambiente nebuloso decorrente das tensões comerciais, reforçando ainda mais a percepção de que uma recessão global pode estar cada vez mais próxima.

 

Ao Broadcast, o estrategista de taxas do BMO Capital Markets, Jonathan Hill, reiterou que a extensão da dívida com rentabilidade negativa no mundo é "notável", atualmente em US$ 14,95 trilhões, que devem aumentar depois de hoje, e tem acelerado com as expectativas de flexibilização adicional. O mercado espera que, em setembro, o Fed corte novamente juros, em até 50 pontos-base, e que o Banco Central Europeu (BCE) não só reduza sua taxa, mas também anuncie a retomada do programa de compras líquidas de ativos.

 

"O fato de outros bancos centrais globais já estarem entrando em um ciclo de flexibilização sincronizado agrava ainda mais o problema, assim como o risco global de deflação", destaca. Para ele, o mercado de títulos está "claramente gritando uma grande convicção sobre os riscos de crescimento global".

 

Na avaliação da economista-chefe da BNP Paribas Asset Management, Tatiana Pinheiro, levará mais de uma semana para os mercados, em especial o de moedas, se estabilizarem em algum patamar. “Precisa sair dessa sequência de choques. Isso é essencial para os mercados entrarem em um novo equilíbrio", diz ela, destacando que só então será possível expurgar os exageros e perceber a real deterioração do crescimento econômico.

 

“O fato de que as tarifas anunciadas por Trump [sobre as importações da China] só entram em vigor em 1º de setembro é mais um motivo para não tirar conclusões neste momento. Vamos passar um mês na incerteza e isso tem efeito, já que decisões são postergadas, o consumo é postergado. Em setembro, vamos descobrir se a economia piorou só um pouco, na margem, ou bastante.”

 

Em meio à crescente deterioração das relações EUA-China, Dan Kawa, diretor de investimentos da TAG Investimentos, não descarta uma intervenção no câmbio por parte do governo americano. "Por mais absurdo que as pessoas possam achar, já aconteceu várias vezes e não seria anomalia”, pontua. “Em um cenário normal, cortar juros estaria dando suporte a ativos mais dependentes de crescimento econômico, como ações. O problema é que estamos no cenário de economia global desacelerando há quase um ano com patamares de juros muito mais baixos do que historicamente. O risco de médio a longo prazo é o mercado questionar o poder de fato que bancos centrais têm para lidar com uma nova recessão mundial.”

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